Após criar iniciativa voltada à identificação de espaços acessíveis em Barueri, candidato pretende defender investimentos e políticas de inclusão em outras cidades
Por Redação
7 de setembro de 2026, às 17h05
Garantir acessibilidade não significa apenas construir rampas ou reservar vagas de estacionamento. Também é necessário oferecer sinalização clara, informação e condições para que as pessoas com deficiência possam circular pelos espaços públicos e privados com segurança, independência e dignidade.
Essa preocupação fez parte da atuação de Robertinho Mendonça durante seus mandatos como vereador de Barueri. Em 2013, uma iniciativa apresentada por ele deu origem à Lei Municipal nº 2.303, relacionada à identificação e à sinalização de acessibilidade para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

A medida ajudou a ampliar a visibilidade dos direitos desse público e a importância de identificar adequadamente locais, serviços e estruturas acessíveis. Para Robertinho, uma cidade inclusiva precisa permitir que a pessoa saiba, antes mesmo de entrar em um estabelecimento ou equipamento público, se encontrará condições adequadas de atendimento e circulação.
A ausência de informações pode transformar atividades comuns em situações difíceis. Ir a uma unidade de saúde, entrar em um comércio, utilizar um banheiro, participar de um evento ou acessar um serviço público ainda são desafios para muitas pessoas com deficiência.
Quando a sinalização é inexistente, pouco visível ou instalada de maneira incorreta, o cidadão perde autonomia e pode depender da ajuda de terceiros para realizar tarefas simples. O problema também afeta idosos, gestantes, pessoas com lesões temporárias e cidadãos com mobilidade reduzida.
A acessibilidade, portanto, deve ser pensada desde o planejamento dos espaços. Ela envolve circulação, comunicação, sinalização, atendimento, transporte e acesso às informações. Também exige fiscalização e orientação para que as adaptações não existam apenas no papel.
Robertinho afirma que pretende levar essa experiência para o Congresso Nacional e trabalhar pela ampliação das políticas de acessibilidade nos municípios. A proposta inclui buscar recursos para adaptações, apoiar programas de sinalização e incentivar projetos que tornem os serviços públicos mais acessíveis.
“Uma pessoa com deficiência não pode chegar a um local e descobrir somente na entrada que não consegue acessar aquele espaço. A sinalização correta orienta, oferece segurança e ajuda a garantir um direito que pertence a todos”, afirma Robertinho.
Uma das prioridades defendidas pelo candidato é apoiar os municípios, especialmente aqueles que possuem menos recursos, na adaptação de prédios públicos, unidades de saúde, escolas, centros esportivos e espaços de convivência.
Além das pessoas com deficiência física, as políticas públicas precisam considerar as necessidades de cidadãos com deficiência visual, auditiva, intelectual, múltipla ou com transtorno do espectro autista. Cada situação exige soluções específicas e planejamento adequado.
No caso das pessoas com deficiência visual, por exemplo, a inclusão pode envolver sinalização tátil, contraste de cores, informações em braile e recursos sonoros. Para pessoas com deficiência auditiva, podem ser necessários avisos visuais, atendimento em Libras e outras ferramentas de comunicação.
A tecnologia também pode ajudar. Aplicativos, mapas digitais, sistemas de localização e plataformas públicas podem informar antecipadamente se determinado espaço possui rampas, elevadores, banheiros adaptados, vagas reservadas e atendimento acessível.
Robertinho defende que essas ferramentas sejam utilizadas de maneira integrada, permitindo que as pessoas planejem seus deslocamentos e encontrem serviços adequados às suas necessidades. A proposta é aproximar informação, estrutura e atendimento.
Durante seus três mandatos como vereador, Robertinho apresentou iniciativas relacionadas à inclusão, à saúde e à proteção das pessoas com deficiência. Seu trabalho também incluiu ações de conscientização, atendimento às famílias e defesa de políticas capazes de ampliar a participação desse público na sociedade.
Como deputado federal, ele pretende buscar recursos em Brasília e apoiar programas que possam ser implantados nos municípios. A ideia é utilizar experiências desenvolvidas em Barueri como ponto de partida para construir políticas de alcance regional e nacional.
Para Robertinho, acessibilidade não deve ser tratada como favor ou medida opcional. Trata-se de um direito essencial para que todos possam estudar, trabalhar, utilizar serviços públicos, frequentar espaços de lazer e participar da vida da cidade.
A Lei Municipal nº 2.303/2013 representa uma parte desse trabalho. A proposta, agora, é ampliar o debate e criar condições para que mais cidades avancem na sinalização, na adaptação dos espaços e no atendimento digno às pessoas com deficiência.
