Proposta prevê protocolos contra ameaças, atendimento psicológico e integração entre educação, saúde e assistência social para proteger alunos, professores e demais profissionais
A violência no ambiente escolar tornou-se uma das principais preocupações de pais, professores e profissionais da educação. Ameaças, agressões, intimidação, bullying e problemas emocionais exigem ações preventivas e uma rede preparada para identificar riscos antes que situações mais graves aconteçam.

Diante desse cenário, Robertinho Mendonça, candidato a deputado federal, pretende defender em Brasília a criação da Rede Escola Protegida, um programa nacional voltado à prevenção da violência e à proteção de estudantes e profissionais da educação.
A proposta prevê a implantação de protocolos para identificação e resposta a ameaças, atendimento psicológico, acompanhamento de estudantes em situação de vulnerabilidade e atuação conjunta entre escolas, serviços de saúde, assistência social e órgãos de proteção.
O objetivo é permitir que cada unidade escolar saiba como agir diante de sinais de risco, garantindo que alunos, famílias e educadores encontrem apoio antes que um problema se transforme em uma ocorrência grave.
Experiência iniciada em Barueri
A proposta nacional tem relação direta com a atuação de Robertinho durante seus três mandatos como vereador de Barueri.
Em 2013, ele foi autor da Lei nº 2.254, criada para estimular a prevenção das diferentes formas de violência no ambiente escolar. A iniciativa colocou em discussão a necessidade de proteger alunos, professores e demais profissionais que convivem diariamente nas escolas.
O trabalho desenvolvido no município é apresentado por Robertinho como ponto de partida para uma política de alcance nacional. A intenção é aproveitar a experiência adquirida no Legislativo municipal para construir mecanismos que possam ser aplicados em cidades de diferentes regiões do país.
A proposta parte do princípio de que a segurança escolar não depende apenas de medidas adotadas depois de uma agressão ou ameaça. É necessário identificar mudanças de comportamento, situações de isolamento, conflitos recorrentes, casos de bullying e outros sinais que possam indicar a necessidade de acompanhamento.
Prevenção e atendimento psicológico
Entre os pilares da Rede Escola Protegida está a ampliação do atendimento psicológico e multiprofissional. A proposta busca fortalecer o acompanhamento de estudantes que enfrentam problemas emocionais, conflitos familiares, violência, abandono ou dificuldades de convivência dentro da escola.
Professores e funcionários também precisam receber orientação para reconhecer sinais de risco e saber a quem recorrer. A responsabilidade de enfrentar situações complexas não pode ficar concentrada apenas no educador ou na direção da unidade.
Por isso, a proposta prevê uma atuação integrada. Ao identificar uma situação preocupante, a escola poderá acionar uma rede formada por profissionais da educação, saúde, assistência social e proteção à infância e à adolescência.
Essa articulação deverá permitir respostas mais rápidas, acompanhamento das famílias e encaminhamento adequado para cada caso.
Protocolos contra ameaças
Outro ponto defendido por Robertinho é a criação de protocolos objetivos para situações de ameaça ou risco dentro das escolas.
Esses procedimentos deverão orientar como registrar uma ocorrência, comunicar as famílias, preservar os estudantes, acionar os órgãos responsáveis e acompanhar as pessoas envolvidas. A proposta também considera a necessidade de preparar as equipes escolares para agir em momentos críticos, evitando improvisações.
A intenção não é transformar as escolas em ambientes de medo, mas garantir que elas tenham planejamento, suporte profissional e canais seguros para receber denúncias e pedidos de ajuda.
Além das ameaças mais graves, o programa deverá trabalhar a prevenção do bullying, da intimidação, das agressões físicas e psicológicas e da violência contra professores e funcionários.
Escola protegida também precisa acolher
A Rede Escola Protegida busca unir segurança e acolhimento. Para Robertinho, proteger a comunidade escolar significa prevenir a violência, cuidar da saúde emocional e garantir que alunos, famílias e educadores não enfrentem sozinhos situações que exigem acompanhamento especializado.
A proposta também pretende estimular ações educativas sobre convivência, respeito, uso responsável das redes sociais, cultura de paz e resolução de conflitos.
Com três mandatos como vereador, 24 leis aprovadas e 1.240 matérias legislativas apresentadas, Robertinho quer levar para a Câmara dos Deputados projetos construídos a partir de problemas enfrentados diretamente pelos municípios.
Caso seja eleito deputado federal, ele pretende trabalhar pela criação da Rede Escola Protegida, pela busca de recursos para sua implantação e pela integração de políticas públicas que garantam ambientes escolares mais seguros e preparados.
A proposta é fazer com que a prevenção deixe de depender de iniciativas isoladas e passe a integrar uma política permanente de proteção aos estudantes, professores, funcionários e famílias.
